Saúde Mental Não é Só a Ausência de Diagnóstico

Saúde Mental Não é Só a Ausência de Diagnóstico

Quantas vezes você já falou ou ouviu que sua tristeza ou falta de ânimo nunca será uma depressão, ou que aqueles lapsos de memória estão acontecendo só porque você anda cansado?
Essas frases revelam uma ideia perigosa: acreditar que saúde mental é só não ter diagnóstico. Na prática, é como pensar: “se não tenho febre, estou saudável” — ignorando todos os sinais silenciosos do corpo e da mente.

"Tá tudo bem"

1. O autoengano do “tá tudo bem”

Muitas pessoas carregam sintomas sem perceber:

O cansaço constante que nunca passa, mesmo dormindo.

A irritação que explode em situações pequenas.

A dificuldade de concentração que atrapalha nos estudos ou no trabalho.

O sentimento de vazio que aparece quando tudo parece estar “bem” por fora.

Esses sinais costumam ser justificados com frases como:

“É só estresse do dia a dia.”

“É falta de férias.”

“É porque estou ficando mais velho.”

Mas a verdade é que esses sinais não são normais quando se tornam frequentes — eles são pedidos de ajuda da sua mente.

 

2. Onde a psicanálise pode ajudar

A psicanálise não trabalha só com sintomas graves ou diagnósticos, mas com aquilo que invisivelmente trava a vida. Muitas vezes, a pessoa nem percebe que carrega padrões emocionais que a limitam. Exemplos:

  • Esquecimentos frequentes: podem revelar ansiedades escondidas, como o medo de enfrentar situações ou conversas importantes.
  • Falta de ânimo constante: pode estar ligada a histórias ou traumas não elaborados, sentimentos reprimidos ou até ao peso de expectativas externas.
  • Irritação desproporcional: pequenas situações do dia a dia que disparam explosões emocionais geralmente escondem frustrações antigas ou relações mal resolvidas.
  • Relacionamentos repetitivos: entrar sempre nos mesmos ciclos amorosos ou profissionais pode revelar mecanismos inconscientes que a pessoa não enxerga.
  • Sensação de vazio mesmo quando feliz: ainda que “tudo pareça bem”, pode haver uma desconexão interna com desejos e valores próprios, pode ter desejos e necessidades não-ouvidas.
  • Dificuldade de se posicionar: quando alguém sempre diz “sim” mesmo querendo dizer “não”, isso pode apontar para padrões de submissão: medo de rejeição, necessidade de agradar ao outro o tempo todo.

 

A psicanálise atua como uma lente de aumento: ela mostra o que está além do sintoma visível, permitindo que a pessoa entenda seus bloqueios e encontre formas de viver com mais autenticidade e autonomia, com mais propriedade de si mesmo. 

A PSICANÁLISE É A CIÊNCIA QUE VERDADEIRAMENTE PROMOVE QUE VOCÊ SE APROPRIE DE SUAS NECESSIDADES, DESEJOS, SENTIMENTO, POSSIBILITANDO UMA LIBERDADE DE ESCOLHA, LIBERDADE PARA VIVER A VIDA.

3. Onde o neurofeedback entra

De outro lado, o neurofeedback atua no cérebro em tempo real:

  • Treina padrões cerebrais ligados à concentração.
  • Reduz a hiperatividade de áreas associadas à ansiedade.
  • Fortalece a regulação emocional.

Exemplo prático: uma pessoa que vive com lapsos de memória pode descobrir, através do neurofeedback, que seu cérebro está preso em um padrão de fadiga ou dispersão. Ao treinar esse padrão, ela não só melhora a memória, mas também a clareza mental para viver o dia a dia.

Saúde mental não é ausência de diagnóstico, é capacidade de viver com clareza, autonomia e potência.

Psicanálise e neurofeedback não servem apenas quando “a coisa está grave”, são ferramentas de transformação para quem não quer apenas sobreviver, mas viver melhor.

Pondere as questões:
Você costuma justificar sinais de cansaço, lapsos ou tristeza como “normais”? 
Já pensou que sua mente pode estar pedindo mais do que descanso?